Questão de gênero

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Questão de gênero – CLAUDIA filhos

O sexo determina diferenças entre meninos e meninas, mas nosso papel é ajuda-los a desenvolver plenamente seu potencial.
Larissa Purvinni

Sim, os seres humanos nascem macho ou fêmea, dependendo da informação genética levada ao óvulo pelo espermatozoide. Essa diferenciação começa em torno da oitava semana de gestação e tem relação com os níveis de testosterona que predominam os meninos, influenciando no desenvolvimento cerebral, nas características sexuais e no comportamento, incluindo atividades como a escolha de brinquedos. “Algumas características podem ser mais evidentes em um sexo do que no outro, como capacidade de localização, habilidade matemática e coordenação motora nos meninos e na empatia e habilidades de linguagem nas meninas. Essas evidências são fruto das diferenças sutis entre o cérebro de meninos e o de meninas, quer seja através de ligações entre as diversas áreas corticais, e em virtude do código genético de cada gênero, quer seja da ação de hormônios no período gestacional, e depois no período da adolescência. A criação favorece ou reprime a expressão de habilidades de qualquer indivíduo e influencia a sua manifestação”, afirma Adriana Ladeira Cruz, neuropediatra do Hospital e Maternidade Santa Joana.

Já na 26ª semana de gestação é possível diferenciar o cérebro do feto masculino do cérebro do feto feminino a olho nu. Ao mesmo tempo, hoje é possível saber o sexo do bebê já na oitava semana de gestação e, a partir daí, começar a formar expectativas sobre como será aquela criança. A empresária Barbara Saleh atribui as diferenças notadas durante os nove meses ao temperamento mostrado até hoje pelos filhos, Kassem, 6, e Sueli, 2. “O Kassem era mais agitado, chutava mais. Já a Sueli era mais quieta. Quanto à amamentação, meninos sugam mais forte, e meninas são mais delicadas”, diz.
O célebre zoólogo Desmond Morris, no livro Meu Bebê: A Incrível capacidade de Evoluir Tanto em Tão Pouco Tempo, explica que, enquanto o cérebro masculino é maior do lado esquerdo, o feminino é levemente maior do direito. Considerando-se que o lado esquerdo se ocupa de pensamentos analíticos, enquanto o direito está relacionado com o pensamento intuitivo e a criatividade, pode ser que o mito sobre a intuição feminina tenha fundamento.
Com respostas emocionais, em geral as mulheres usam o córtex cerebral. Os homens recorrem a uma parte mais “antiga” do cérebro, a amígdala. Segundo Morris, estudos mostram que uma onda de testosterona na infância aumenta a amígdala, tornando-a visivelmente maior nos meninos. Resumindo: desde antes no nascimento, o cérebro masculino e o feminino têm estruturas, organização e operação diferentes.
Morris explica que as diferenças entre meninos e meninas datam tempos pré-históricos. “Enquanto os machos saíam em busca de alimento, as fêmeas faziam quase todas as demais tarefas e eram o centro da sociedade tribal. ” Conforme os machos se especializavam na caça, ficavam maiores e mais fortes, o que resultou em meninos maiores e mais pesados. Não à toa, ainda hoje as marcas olímpicas de homens e mulheres, numa modalidade esportiva em que ambos treinem o mesmo número de horas, são sempre diferentes, porque se baseiam numa vantagem biológica inicial que o treino não consegue superar, lembra Lisley Amado, psicopedagoga e coordenadora do Colégio Evolve, de São Paulo.

 

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