Trabalhando os sentimentos – MEDO

Trabalhando os sentimentos – MEDO

Trabalhando os sentimentos – MEDO

Um dos pontos mais sensíveis nas relações entre pais e filhos são as emoções, mas nem sempre levamos em conta a importância do lado emocional nos grandes e pequenos conflitos.

Como é de seu conhecimento, este ano temos como projeto institucional o tema: Os meus, os seus, os nossos sentimentos.

Sabemos que os adultos, geralmente, temem falar sobre o medo com as crianças, procurando evitar a todo custo que elas tenham esse sentimento. Porém, trabalhando com nossos sentimentos, inclusive o medo, é que podemos fortalecê-las para o quê, inevitavelmente, vão sentir na vida real.

Desde que nascemos, lidamos com as emoções básicas da experiência humana: medo, angústia, alegria, raiva… sendo as palavras, um recurso fundamental para nomeá-las e construir novas representações.

Ajudar a criança a melhorar sua relação com seus medos, compreender que é normal sentir medo, mostrar a importância de explorar o que lhe causa tal sentimento e também a importância de expressarem suas necessidades, desejos e sentimentos, deve ser responsabilidade dos educadores (família e escola) que a cercam.

Crianças são sensíveis e inteligentes, capazes de sentir e perceber o mundo e a cultura em suas diferentes manifestações, basta apenas que sejam oferecidas a elas condições adequadas, cercadas de adultos amorosos e atentos, abertos à escuta generosa de todas as suas expressões.

Para isso, os livros e as histórias são preciosos para serem oferecidos na primeira infância, pois só podemos enfrentar o medo falando dele.

A seguir, um resumo dos medos, prováveis, em cada fase da Primeira Infância:

Até os 6 meses – medo de ruídos fortes ou gerado pela sensação da perda de segurança.

7 aos 11 meses – a criança começa a distinguir rostos familiares. Pessoas estranhas tendem a assustá-la. Pode também ter medo de altura.

1 ano – medo de ficar longe dos pais, temendo que desapareçam. Esse medo começa nessa fase e se intensifica nos próximos três anos.

2 anos – a criança começa a entender a relação causa-efeito e experimenta sua falta de controle sobre o mundo, temendo barulhos altos como trovões, trens, aspiradores, além de médico, objetos grandes e criaturas imaginárias.

3-4 anos – a imaginação é muito fértil, por isso tem muito medo, especialmente de máscaras ou rosto coberto (palhaço, pessoas fantasiadas), escuro, monstros, insetos e de ficar sozinho.

5 anos – os medos são mais concretos: se machucar, trovão, ladrão, medo de cachorro e de se perder dos pais.

6-7 anos – nesse estágio do desenvolvimento, seu senso de realidade é mais claro. Porém, ainda possui uma imaginação criativa, com medo de bruxas, fantasmas, tempestades, de dormir sozinho ou que algo ruim aconteça aos seus pais.

Superproteger a criança com medo não é a melhor opção. Por outro lado, se utilizar dessa fragilidade no momento de repreendê-la por alguma atitude, pode assustá-la ainda mais. O ideal é ser coerente e compreensivo, optando pelo caminho do meio.

Escute seu filho, esteja aberto para ouvir e conversar sobre suas inseguranças, esteja preparado para ajudá-lo a lidar e superar cada um deles, mostre que o medo que ele está sentindo é algo natural e que todos sentem ou já sentiram em algum momento da vida, inclusive você.

 

Algumas sugestões de livros, dentre muitos outros, que abordam o tema: Medo

1 – Livro dos medos – Cia das Letrinhas

2 – Léo o pássaro que tinha medo de altura – Panda Books

3- A lontra medrosa – Ciranda Cultural

4 – Sentimentos – Ciranda Cultural

5 – Mimi a coruja que tinha medo do escuro – Panda Books

 

Equipe Evolve

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